Fort Lauderdale, Florida, 09 de Setembro de 2001 Ano IX  Nº 37


 

Santidade!

Paulo Barbosa Brasil

Brasileiro,  pastor e professor.

"Mas, como é santo aquele que vos chamou,  sede  vós  também santos em todo o vosso procedimento" (1 Pedro 1.15). Ninguém deve esperar que a transição que se faz de uma  vida de pecados para uma de santidade seja algo fácil, natural  e simples. Não, isso não é. Todavia,  o Novo  Testamento  nos ensina que nenhuma  pessoa  verá  a  Deus  sem  a  santidade (Hebreus  12.14); requer-se do homem  ser perfeito em santidade tal como é Deus Pai (Mateus   5.48). Essa santificação deve controlar nossa vida presente em todos  os seus aspectos; isto é, em todo o nosso procedimento. Se já não consideramos fácil manter uma conduta  equilibrada,  um comportamento sóbrio em toda a área  social que limita  a nossa vida, como trabalho, escola, vizinhança, o que dizer sobre a nossa maneira de viver no lar?  Esta,  para  muitos, tem-se constituído na válvula de escape por onde deixa passar todo o seu recalque, mau humor   e  amargura, transformando o ambiente que deveria ser considerado como  o oásis, o refúgio seguro, em um lugar onde impera o  desamor, a discórdia e a incompreensão. Simão Estilita, que viveu no quinto século da nossa era, foi um daqueles indivíduos que se dedicaram  completamente  aos exercícios espirituais, mortificando o corpo com todas as suas  tendências e inclinações carnais, tornando-se um eremita, um solitário. Como tal, decidiu ele que passaria  a viver numa plataforma edificada no alto de uma coluna de vinte metros de altura. Ali se deixou ficar por vários anos, conquistando finalmente a fama de santo. Ouvindo o relato dessa história, a criança  planejou  também  uma  plataforma para o seu recolhimento. Subiu numa cadeira e depois colocou um banco sobre a mesa da cozinha e em seguida acomodou-se no banquinho. Tinha o propósito de  ali  permanecer como um asceta, assim como Simão. Depois de um quarto de hora, chega a mãe no intuito de preparar o lanche. Presenciando  então aquela cena estranha, gritou com toda a energia: Desce já daí, menino;  não vê que acabará caindo e esfolando o nariz? O garotinho, vendo ruir assim tão rapidamente o seu plano tão sério, desceu aborrecido, resmungando, inconformado: Puxa! Como é difícil ser santo na casa da gente! Sem a menor pretensão a criança, entretanto, disse,  na  sua ingenuidade, uma grande e profunda verdade. De fato, não é simples ser santo também no lar. Todavia, apesar de difícil, é importante que  mantenhamos um padrão elevado de um verdadeiro testemunho cristão e de um exemplo digno de ser imitado, especialmente no lar. Essas  atitudes,  quando cultivadas com humildade, são capazes de influenciar a  vida das crianças de tal maneira que, ao se tornarem os pais de amanhã, elas ainda  conservarão dentro de si uma grande bagagem de exemplos que passarão a ser transmitidos.

Pecado

Mariana Nogueira U.S.A.

Equatoriana, seminarista.

O Novo Testamento emprega várias palavras gregas para descrever pecado, entre elas hamartia, que significa transgressão ou infração; e adikia, que significa maldade, injustiça. O pecado é inimizade contra Deus (Cl 1.21) e desobediência a ele (Ef 2.2; 5.6). Trata-se também de uma corrupção moral nos seres humanos, portanto é um poder que escraviza e corrompe (Gl 3.22), o pecado tem suas raízes nos desejos humanos (Tg 1.14; 4.1,2). O pecado entrou na raça humana por meio de Adão (Rm 5.12), e a partir daí afetou a todos, resultando num juízo divino (Rm 1.18); traz morte física e espiritual (Gn 2.17) e só pode ser vencido pela fé em Cristo e em sua obra redentora (Rm 5.8-11; Gl 3.13; Ef 4.20-24). A morte entrou no mundo por  meio do pecado e agora todos estão sujeitos à morte, "porquanto todos pecaram...". A confissão do novo crente para vencer o pecado dá-se em duas etapas: confissão para Deus, e confissão diante dos homens (Rm 10.9). Ao cumprir estes dois requisitos o homem nasce de novo "da água (palavra) e do Espírito" (Jo 3.5) Recebe automaticamente poder sobre o pecado, mortificando as obras do corpo (Rm 8.13) e seguindo sua nova vida em obediência a Deus. Há que atentar somente em uma verdade bíblica prática, e é que, o pecado não tem mais domínio sobre o crente, mas este ainda pode deixar-se dominar pelo pecado se não fugir dele!

 

O Pecado Imperdoável

Eronides DaSilvaU.S.A.

Brasileiro, pastor,  professor, conferencista e articulista.

 

Texto Áureo da Lição

Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, (Hebreus 10:26)


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: EM JESUS TENS A PALMA DA VITÓRIA! — 75 da Harpa Cristã.

 

1. A Teologia da Queda

  • A primeira Queda — em Adão: Rm 5:12; 1Co 10:12.
  • A única Restauração — por Cristo: 2 Co 5:17; Jo 1:13.
  • A última Queda — da Graça: Hb 6:4-8; 2Pe 2:20-22.

2. A Teologia do Perdão

  • O perdão do Pecado Original: Hb 11:13; 1Pe 4:6.
  • O perdão do Pecado Congênito: Mc 2:5; Cl 2:13.

  • O perdão do Pecado Venial: 1Jo 2:1; 2Co 2:7.

3. A Teologia do Pecado Imperdoável

  • O pecado da Apostasia — afastados de Cristo: 1Jo 5:16; Hb 3:12; 10:26.
  • O pecado da Rebelião — contra o povo de Deus: Gn 4:9; Jd 12.
  • O pecado da Blasfêmia — contra o Espírito Santo: Mc 3:29; Hb 10:29.

Texto da Lição:

 

Hebreus 10:26-31,38,39

26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
27 mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
29 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? 30 Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. 31 Horrenda xcoisa é cair nas mãos do Deus vivo. 38 Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.

(ARC)