Fort Lauderdale, Flórida, 28 de Março de 2004 Ano XII  Lição Nº 13


 

Quem Será o Próximo Alvo?

Rev. Eronides DaSilva   Estados Unidos

Brasileiro, pastor, conferencista, articulista e professor.

Esta semana fiquei chocado pela prisão de um adolescente palestiniano que levava debaixo de seu casaco um arsenal bélico — uma bomba humana. Seu rosto vidrado às ordens e à arma do soldado judeu, gritou: não quero morrer. O Globo novamente aborda o porque deste fenômeno político-espiritrual dos mulçumanos, que dista séculos deste o nascimento de Ismael, filho de Abraão: “Estudos da Organização Mundial de Saúde sobre suicídio mostram que, considerando-se os países segundo as religiões neles majoritárias, as menores taxas se encontram em nações de maioria muçulmana. É um dado eloqüente. No Alcorão, como em outras religiões, a condenação ao suicídio é de fato explícita: "Ó fiéis, não cometais suicídio, porque Deus é Misericordioso para convosco. Aquele que tal fizer, perversamente e de forma iníqua, introduzi-lo-emos no fogo infernal, porque isso é fácil a Deus" (quarta surata, versículos 29 e 30). Contraditoriamente, porém, de 1983 a 2000, foram 275 atentados suicidas, cometidos por 15 organizações islâmicas em 12 países. Os alvos eram americanos, europeus e, principalmente, israelenses. Como isso pode acontecer? É uma questão de semântica. Como em todas as religiões, também no islamismo aquele que morre em defesa de sua fé é considerado um santo, tem lugar na eternidade, como os primeiros mártires cristãos, por exemplo. É a isso que o Alcorão se refere: "E não creiais que aqueles que sucumbiram pela causa de Deus estejam mortos; ao contrário, vivem, agraciados, ao lado do seu Senhor. Estão jubilosos por tudo quanto Deus lhes concedeu da Sua graça" (surata terceira, versículos 169 e 170). O que os terroristas fazem é isso: em vez de chamar o suicida pelo que são, chamam-no de mártir e dizem que ele morreu em defesa da religião, o que não é fato. Pronto, o Paraíso está garantido, a face de Deus será vista e haverá 72 virgens a servir o mártir. Foram os xiitas que reintroduziram a prática do ataque suicida, adormecida desde o século XIII, com o fim da seita dos Hashshashin (no século XVIII, houve surtos em Sumatra e Filipinas). O primeiro ataque contemporâneo aconteceu em 1983, no Líbano, quando o xiita Hezbollah atacou a Embaixada dos EUA. Na época, o líder xiita do Líbano, xeque Muhammad Husein Fadlallah, manifestou reservas contra essa prática, o que levou o grupo a tentar, com êxito, respaldo no Irã. Após a vitória sobre Israel, o Hezbollah diminuiu o número de atentados, mas, em 1993, os sunitas ultra-radicais Hamas e Jihad Islâmica começaram os ataques a Israel. A al-Qaeda foi o último grupo a entrar na arena, em 1998, contra os EUA. A legitimá-los, os sauditas. Em 1989, o xeque Abd al-Aziz Bin Baz, já falecido, mas então a mais alta autoridade islâmica da Arábia Saudita, classificou como uma guerra santa à luta dos palestinos contra Israel, o que abria caminho para que os suicidas fossem considerados mártires combatentes. E, em meados dos anos 90, o xeque Muhammad Bin 'Uthaimin, outra alta autoridade islâmica saudita, abençoou os ataques suicidas do Hamas. A comunhão de idéias entre esses grupos, xiitas e sunitas, mostra como os interesses políticos tornam os homens mais pragmáticos: Bin Laden é um ultra-ortodoxo (wahhabista), desses que, se apertam à mão de um xiita antes das orações, sentem-se obrigados a fazer as abluções rituais novamente. Se o assunto é homem-bomba, porém, eles se entendem.O perfil dos homens-bomba joga luz sobre as causas do fenômeno: são jovens, têm entre 18 e 27 anos, solteiros, desempregados, de famílias pobres, com o secundário completo e freqüentam escolas religiosas financiadas pelo Hamas, que tem uma rede de centros educacionais e de caridade. Tornar-se um homem-bomba dá prestígio e dinheiro à família do morto (Saddam costumava anunciar prêmios de US$ 25 mil dólares).O mundo pode contribuir para o fim do fenômeno apoiando, verdadeiramente, a criação de um Estado palestino - essa luta é a origem de todo o ódio. E, como os muçulmanos radicais são religiosos, mas não fazem milagres (não multiplicam o dinheiro), o remédio a ser aplicado pelas nações árabes deveria ser o clássico: cortar as fontes de financiamento, reprimir as lideranças, e, fundamentalmente, implementar políticas que tirem os árabes da miséria e levem democracia a eles. Nada disso é contra a alma do muçulmano, pois um terço do Alcorão é dedicado a louvar as virtudes da razão e do conhecimento. Mas os ditadores da região acreditam que podem passar despercebidos de seus próprios povos se alimentarem o ódio a Israel e apoiarem os homens-bomba. É uma ilusão: eles serão o próximo alvo.”

Vinda de Jesus

Delmy Ochoa   Estados Unidos

Hondurenha,, professora e membro da Diretoria  da Igreja

Regresso glorioso do Senhor Jesus Cristo à terra para buscar a sua Igreja. Um evento retratado pelos profetas tanto no Velho como no Novo Testamento, que vem sendo anunciado por uma série de sinais, os quais vão se cumprindo exatamente um a um, sem deixar nenhuma dúvida. De acordo com as Escrituras Sagradas a Vinda de Cristo se dará em duas etapas. A primeira etapa é o arrebatamento, quando Jesus venha a levar a sua Igreja. Primeiro serão ressuscitados os mortos em Cristo e depois os que ficarem vivos serão arrebatados para encontrarem o Senhor Jesus nas nuvens (1 Ts 4.13-17). Tudo se dará sem o conhecimento do mundo, ninguém poderá computar o tempo deste acontecimento, cuja descrição mais próxima é “num abrir e fechar os olhos” (1 Co 15.52), ou “como um relâmpago” (Mt 24.27). E assim se cumprirá a promessa de Jesus “e se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.3). Esta é a bem aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13), e fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (1 Ts 5.10). A Bíblia ensina a anelar e esperar contínua e confiadamente pela vinda de Jesus, já que ninguém sabe o dia nem a hora de sua vinda (Mt 24.36), e cada dia está mais próxima (Tg 5.8; Hb 10.37). O Senhor manda estar sempre vigilante para não serem confundidos naquele dia (1 Jo 15.28), no qual só os que esperam em Jesus e perseveram até o fim serão salvos (Mt 24.13) e os que ficarem no mundo entrarão em grande tribulação (Mt 24.21). A segunda etapa da vinda de Jesus dar-se-á quando ele volte com sua igreja glorificada, à vista de todos na terra para sentar-se no seu trono e reinar. “Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” Ap 22.7

A RENOVAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

Rogério da Silva Feital Estados Unidos

Brasileiro, pastor, professor e Diretor dos Jovens

 

Texto Áureo da Lição

 Para estes, certamente, cheiro de morte para morte; mas, para aqueles, cheiro de vida para vida. E, para essas coisas, quem é idôneo?
(2 Co 2.16)


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: IMPLORAMOS TEU PODER número 155 da Harpa Cristã.

 
1. A RENOVAÇÃO ESPIRITUAL NO ANTIGO TESTAMENTO
No altar de holocausto — sacrifício: Lv 6.10-12; Rm 8.13; 2 Co 4.10,11.
No candelabro — edificação: Ex 27.20,21; 1 Co 2.4; Lc 24.32.
No altar de incenso — comunhão: Ex 30.7,8; Rm 12.12; Sl 142.2.
2. OS CAMINHOS À RENOVAÇÃO ESPIRITUAL
Nos membros disciplinados — corpo: Rm 12.1; Fp 4.12.
Na mente orientada — alma: Ex 4.10; Fp 4.8; 1 Co 2.9; Sl 42.5.
 No coração submisso — espírito: Tg 4.6; 1 Pe 5.5; 2 Co 4.7.
3. OS IMPECÍLIOS À RENOVAÇÃO ESPIRITUAL
A ética cristã prejudicada: Cl 1.10,11; 2 Ts 3.6; Sl 42.7.
A indiferença à Palavra: Is 30.1; 1 Sm 15.10-14; Pv 18.14.
A resistência ao Espírito Santo: 1 Ts 5.19; Jz 16.16,17.

 

Texto da Lição:


Levítico 6.13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.


Romanos 12.1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;

2 Coríntios 4.16 Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.


Efésios 4.30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.

Tito 3.5 Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

(ARC)