Fort Lauderdale, Flórida, 10 de Março de 2002 Ano X  Lição Nº 10


 

A Covardia

Mario Fernandez Brasil

Brasileiro, evangelista e articulista.

"Fogem os ímpios, sem que ninguém os persiga; mas qualquer justo está confiado [é intrépido] como o filho do leão." (Provérbios 28:1) Eu gosto de me manter informado, então assisto telejornais, leio notícias impressas e pela internet, e assino revistas de conteúdo selecionado. Curioso que em todas as fontes de notícia, os corruptos e perversos fogem. É uma constante, eles nunca ficam no cenário para se defender, especialmente se for um bandido assumido. Lembra do juiz aquele que durante meses ficou foragido? E os deputados? De fato, os perversos precisam se esconder, fugir, sair de cena. Mas o justo, o filho do Rei, precisa aprender a ter valentia, intrepidez, como o leão. Mas infelizmente, nosso povo ainda é um pouco acovardado. Existe uma confusão antiga entre fazer valer os seus direitos e ser um arrogante. O fato de sermos cristãos implica que devemos ter padrão de conduta e seriedade: pagar todos os impostos, tratar todas as pessoas igualmente bem, pagar todas as dívidas, perdoar e falar sempre a verdade. Mas isso não nos exime de nossos direitos: receber as dívidas, ser perdoado, receber pelos serviços feitos e ser honrado quando de direito. A crise, entretanto, está na forma como cobramos nossos direitos. Não podemos nos deixar prejudicar simplesmente por ter medo de cobrar nossos direitos, mas ao mesmo tempo não podemos extorquir as pessoas. Usar recursos legais na ausência do inaceitável na igreja não é pecado. O problema é a convardia que nos atinge nessa hora. Se não conseguimos cobrar nossos direitos porque não estamos seguros de estarmos certos, isso é uma coisa. Outra coisa é ter medo de perder, é não querer aflorar a razão só para não ser um incômodo. Pratiquemos a justiça nos dois sentidos, com os outros assim como conosco mesmos! Se a justiça estiver do seu ladoa justiça divina não há o que temer. Basta ter a intrepidez prometida pelo próprio Deus: “não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo!”

Festas de Amor

Rev. Eronides DaSilva Estados Unidos

Brasileiro, pastor, professor, conferencista e articulista.

A Santa Ceia era uma reunião de profunda liturgia na igreja do primeiro Século. A inicial característica que Judas identifica nos falsos mestres é que eles são "manchas" nas festas de caridade, nas reuniões fraternais da igreja. Alguns textos traduzem "manchas" por "seichos submersos", pensamentos escondidos. Não eram eles simples máculas corruptoras nas festas de amor, a Ceia do Senhor, mas eram ameaças ocultas de destruição, que podiam, e podem, afundar a espiritualidade de qualquer homem, levando uma congregação inteira ao naufrágio.  Os falsos mestres, os ímpios intrusos,  não deixam de comparecer às reuniões festivas, aos momentos de alegria, onde é mais fácil angariar a popularidade, pela simplicidade emotiva da reunião. As festas de amor mencionadas por Judas era um banquete seguido pela Ceia do Senhor, conforme 1Co 11:17-22, onde Paulo relata alguns excessos perigosos que eram cometidos na Igreja em Corinto. Por causa desta imprudência, por volta do século Sétimo, chegou-se até a ameaçar-se de exclusão quem realizasse festas de amor nas comunidades cristãs.  O ritual de comerem uma refeição normal quando todos estavam reunidos para participar da Ceia ainda era costume entre os cristãos. Essa ceia era chamada de Agapao — amor puro e divino.  Cada um trazia de sua casa a refeição, outros a preparavam no lugar onde se reuniam. Na verdade, era compreensível aquela refeição, quando se juntavam para participar da Ceia, pois muitos saindo de suas casas ainda cedo, muitas vezes de carroças, montados em animais ou vindo a pé, chegavam cansados, sedentos e famintos. Na verdade, era aceitável, uma vez que os crentes perdendo lugar na sociedade conteporânea, buscavam a gregária  substituição entre seus próprios irmãos. A Festa de Amor tornou-se a prolongação da Santa Ceia. Ai chegou a tragédia histórica, para a qual todo o crente deve atentar: a substituição da causa pelo efeito; do espiritual pelo temporal; do santo pelo impuro; de se andarmos na luz  pelo no partir do pão ! Deus guarde a todos os cristãos de que a bebedeira, o futebol de praia, os faustos jantares, os bailes, os cinemas evangélico ou os shows dos icones da chamada música sacra venham a substituir a santa alegria do Espírito, da qual todos os nascidos de novo necessitam e dependem (Ne 8:10)! 

QUANDO OS ÍMPIOS SE INTROMETEM NA CONGREGAÇÃO DOS SANTOS

Manuela Barros Estados Unidos

Brasileira, professora e Diretora do Evangelismo.

Texto Áureo da Lição

“Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos” (Sl 1:5).


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: SOB O SANGUE TEU - 289 da Harpa Cristã.

 

  Ouça a Mensagem da Semana no Púlpito

1. O engano dos ímpios intrusos
Escondem rebeldia na boa aparência: Mt 23:27,28; 2Co 11:13-15; 2Tm 3:7,8.
Escondem sedução nas boas palavras: Mt 23:14; 2Tm 3:6; 2Pe 2:3.
Escondem ambição nas boas ações: Mt 23:15; 3Jo 1:9; Jd 1:12,13.
2. O desejo dos ímpios intrusos
Destruir a unidade da igreja: 2Pe 2:10; 1Jo 4:20; 3Jo 1:10.
Enfraquecer a fé da igreja: At 13:6-8; 3Pe 2:18,19.
Corromper a santidade da igreja: 1Sm 2:12,22,29; Ef 4:17-20; 2Pe 2:13,14.
3. A posição da igreja ante aos ímpios intrusos
Não condescender com seus pensamentos: 1Co 11:16; Gl 2:4-6; Ef 5:6,7.
Não condescender com seu espírito: Gl 1:6,7; 1Jo 4:1,6.
Não condescender com suas ações: 1Co 5:1,2,6; 2Ts 3:6; 2Jo 1:10,11.
 

Texto da Lição:

 

Jd 1:12,13; 2Tm 3:1-9

 Judas 1:12 Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes
mortas, desarraigadas;
13 ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.

2Tm 3:1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; 2 porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3 sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, 4 traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, 5 tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. 6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, 7 que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. 8 E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. 9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.
(ARC)