Fort Lauderdale, Florida, 20 de Agosto de 2000 Ano VIII  Nº 34


 

A Igreja Militante

Rev. Eronides DaSilva - USA

“Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Desde os tempos apostólicos, passando pelos séculos nos períodos históricos da Igreja, onde ela foi perseguida, vorazmente envolvida por sistemas governamentais e barganhas políticas, enclaustrada em dogmas perversos taxados como sendo divinos, despertada por providência de Deus por meio da Pré-Reforma e Pós-Reforma, passando por avivamentos extraordinários com pregadores eloquentes e inundados pelo Espírito Santo, sem esquecer do despertamento missionário onde as boas novas começaram a chegar em terras não alcançadas, chegando até ao movimento pentecostal onde mais uma vez foi ressaltada a atuação do Espírito Santo. Atingimos os dias modernos, onde hoje existe uma Igreja nos moldes da Igreja de Filadélfia, que guarda a Palavra e ouve o que o Espírito diz às Igrejas, mas também onde, infelizmente, há uma Igreja que apenas mantém as aparências, como a Igreja de Laudicéia, enganando-se a si mesma e desviando‑se do verdadeiro propósito que o seu Mestre estabeleceu para ela. Mas uma coisa é certa, as portas do inferno nunca prevaleceram contra ela, nunca conseguiram vencê-la, pois, ela é a militante e vitoriosa Noiva do Cordeiro, que foi morto e vive para sempre. O Senhor Jesus deixou claro em suas palavras que haveria uma comunidade de seus discípulos e seguidores para dar continuidade àquilo que ele veio ensinar e pregar. Este grupo não poderia ser apenas uma organização, mas, muito mais que isto, um organismo vivo, o qual o próprio Jesus deu vida, e vida com abundância, a fim de que este organismo, que é a Igreja (I Pe 2.9; I Co 12.12,27), pudesse influenciar o mundo com a sua mensagem, trazendo vida aos perdidos pecadores. Hoje, somos a continuação desta igreja primitiva que nasceu em Jerusalém, no dia de pentecostes, pois, histórica e espiritualmente fazemos parte desta Igreja vencedora, que atravessa os tempos com seus pés na terra, mas orientada, guiada e conduzida pela Cabeça que está no céu (Ef 1.22; Rm 12.5), que é o nosso Senhor Jesus Cristo.

Antioquia (da Síria)

Edith Lucinda Valdivia

 

Antioquia do Orontes, conforme era frequentemente chamada essa cidade célebre, foi fundada cerca de 300 a.C. por Seleuco I Nicanor, após a sua vitória sobre Antígono, em Issus (310 a.C.). Era a mais famosa das dezesseis Antioquias estabelecidas por Seleuco em memória de seu pai, Antíoco. Edificada no sapé do Monte  Silgo, dava vista para o rio navegável Orontes, o qual, possuía o famoso porto Seleucia Pieira. Apesar de que a população de Antioquia sempre foi mista, Josefo registra que os seleucitas encorajaram aos judeus a emigrarem para suas terras em grande número, oferecendo-lhe em troca, o direito de cidania. Antioquia rendeu-se a Pompeu em 64 a.C., e ele a tornou uma cidade livre, tornando-se, subseqüentemente, a capital da província e a terceira do império romano, depois de Roma e Alexandria. A despeito da sua formação moral, a sua vida durante os tempos da igreja primitiva era variada e, excetuando Jerusalém, nenhuma cidade estava mais ligada à história do cristianismo do que ela própria (At 6.5). Durante a perseguição que seguiu a morte de Estêvão, alguns dos discípulos subiram para o norte até Antioquia, cerca de 480 quilômetros de Jerusalém, e ali pregaram aos judeus (At 11.19). Com a pregação do Evangelho à população grega, o número de conversões aumentou drasticamente, e a igreja de Jerusalém enviou para ali a Barnabé. A natureza sensível da igreja de Antioquia foi notada quando durante a fome que abateu a Jerusalém, ela enviou ofertas generosas para aquela co-irmã (At 11.27-30). Foi apropriado, que a cidade onde foi fundada a primeira igreja gentílica, fosse o berço das missões estrangeiras (At 13.1). Com esmero Lucas relata: “e em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos!”

A Igreja de Antioquia

Clemilda Siqueira Ângelo

Texto Áureo da Lição: Atos 11:26b

Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: 386 da Harpa Cristã.

 

1.  A Origem da Igreja de Antioquia

  • Através da morte de Estevão: At 7. 54-60 ; Jo 12.24 ; Hb 11.36-3

  • Através da perseguição dos crentes: At  8.1; At 11.19

  • Através da dispersão dos discipulos: At 11 19; At 8.1

2. Os Ministérios da Igreja de Antioquia

  • Apostólico: At 11.19-20; At 15.23; Ef 4.11;  At 13.1; 2 Tm 1.11
  • Ensino: At 15.35; At 13.1; At 11.26; Js 1.7-8; Mt 4.23; 1 Tm 1.7
  • Pastoral: At 15. 1-2; G 2.2; Ef 4.11; Rm 15.16; Gl 1.23

 

3. Antioquia, uma igreja  com Sensibilidade Espiritual

  • Sensivel à oração: At 13.2-3; Lc 9.29; 1 Sm 1.27

  • Sensivel ao Espiríto Santo: At 15.32 ; At 13.2 ; At 8.26-27

  • Sensivel à obra missionária: At 13.2-4 ; At 15.39-40 ;At 18.22-23

Texto da Lição:

 

Atos 11:19-26

19 E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus. 20 E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. 21 E a mão do Senhor era com eles; se grande número creu e se converteu ao Senhor. 22 E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia, 23 o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. 24 Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. 25 E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. 26 E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.  (ARC)