Fort Lauderdale, Flórida, 08 de Fevereiro de 2004 Ano XII  Lição Nº 06


 

Ponto de Partida

Rev. Edward Berkey   Estados Unidos

Americano, pastor, conferencista, articulista e professor.

É bem natural estar animado, ansioso e apreensivo para começar, quando nos mudamos para uma nova comunidade. Lembro-me das palavras de um ministro mais idoso, quando refletia sobre as lutas de uma igreja: “Se não começar direito, não crescerá direito!”. Certamente queremos ouvir o ensino de nosso cabeça glorioso, Jesus Cristo, e ter um bom fundamento! O Sermão do Monte salienta a necessidade de ser um praticante da palavra. Jesus comparou a este o sábio que construiu sua casa sobre a rocha. A casa venceu o teste do tempo. Paulo escreve em 1 Corintios 3.11: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. A centralizasse da palavra encarnada e escrita é indispensável. Seja um crente da palavra de Deus. Peça ao Espirito Santo que o ensine a compreender a verdade, viver a verdade e proclamar a verdade. Sempre esteja atento, para não “correr sem ter mensagem” como Aimaás (2Sm 18.29). Toda congregação precisa ouvir você dizer com confiança: “Tenho uma mensagem de Deus para você”. Depois que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos, todos os fatos do Evangelho eram conhecidos e estavam comprovados para os discípulos de Cristo, mas o Mestre ensinou claramente a eles: “não saiam de Jerusalém, até que sejam revestidos do poder do alto”. É imperativo que sejamos igualmente fortalecidos antes de sair para proclamar sua mensagem. Uma bela mistura da palavra sólida de Deus e da unção renovada do Espírito nos permitirá ver o Senhor “cooperando conosco e confirmando a palavra por meio de sinais que se seguem” (Mc 16.20). Quando Deus faz nascer uma visão em seu coração, apegue-se a ela e creia que Deus a cumprirá. “Se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc 2.3).

 

Linguas Estranhas

Manuela Barros   Estados Unidos

Brasileira, professora, diretora Evangelismo e tesoureira da Igreja

Língua ou idioma é o conjunto de palavras ou expressões usadas por um povo, uma nação. Segundo a Bíblia Sagrada há línguas dos homens e língua dos anjos, do Grego glossa (1 Co 13.1). A língua dos homens única em sua origem, difundiu-se no conhecido acontecimento da destruição da Torre de Babel pelo próprio Deus, fazendo com que os então viventes divergissem entre si em seus idiomas (Gn 11.5-9). A língua dos Anjos não foi manifestada à humanidade até o Dia de Pentecostes, quando uma nova dispensação da Igreja se inaugurava. A comunhão perdida no Éden e reiniciada pela encarnação do Verbo (Jesus) fora concretizada pela já prometida descida permanente do Espírito Santo para estar com a Igreja (Jl 2.38,39; Lc 24.49; At 1.8). O sinal do revestimento do crente da virtude do Espírito Santo, o transbordar de sua excelsa presença nos corações, foi denominada por Deus como Batismo (imersão) no Espírito Santo - experiência distinta da regeneração do pecador (Mt 3.11 e Jo 3.3). A manifestação notória aos olhos humanos, que fez-se por sinal deste batismo, foi o falar em línguas estranhas, línguas não humanas, concedidas por intervenção direta do Espírito Santo (At 2.4). Uma segunda maravilha foi-se feita notória naquele dia, foi a transcodificação das línguas estranhas espirituais faladas pelos apóstolos em línguas humanas, de todo o mundo (At 2.5), as quais não eram do conhecimento lógico dos que as falavam (At 2.7). Porém, as línguas estranhas que marcam o Batismo no Espírito Santo não são entendidas ou decifráveis pelos homens, a não ser pela manifestação de outro Dom do Espírito, o de Interpretação de Línguas (1 Co 12.10; 14.5). Realidade esta vastamente exemplificada no livro dos Atos dos Apóstolos (Cornélio, em Samaria e em Éfeso), e explicada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 14. E como não podia ser diferente, a Igreja do presente século, segundo a promessa de At 2.39, segue a receber esta dádiva de Deus, manifestada pela elocução das línguas estranhas, as quais trazem edificação espiritual para cada crente, bem como um acesso íntimo e direto a Deus em mistérios (1 Co 14.2, 14).

LINGUAS ESTRANHAS COMO EVIDENCIA INICIAL
DO BATISMO COM O ESPIRITO SANTO

Vania DaSilva Estados Unidos

Brasileira, missionaria, professora, diretora de Missões e secretaria da Igreja

 

Texto Áureo da Lição

 “E todos  foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras linguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”  (Atos 2.4)


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: O BOM CONSOLADOR, número 100 da Harpa Cristã.

 
1. A MANISFESTAÇÃO DAS LÍNGUAS ESTRANHAS
Uma manisfestação sobrenatural: Is 28.11; Mc 16.17; At 8.18-20; 1 Co 13.1.
Uma manisfestação concedida pelo Espírito Santo: At 2.4; 19.6.
Uma manisfestação que deve ser preservada: 1 Co 14.5,39; 13.8-13.
2. o SINAL DAS LÍNGUAS ESTRANHAS
Um sinal individual: At 9.17; 1 Co 14.18.
Um sinal congregacional: At 10.45-47; 11.5.
 Um sinal universal: At 2.6; 1 Co 14.22-25.
3. A FINALIDADE DO FALAR EM LÍNGUAS ESTRANHAS
Para a evidência clássica do batismo: At 2.4; 11.15; 19.6.
Para a edificação íntima do cristão: 1 Co 14.4,13-14.
Para a comunicação profunda com Deus: 1 Co 14.2; Rm 8.16.

Texto da Lição:

Atos 10.38-48; 11.15

38
como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.
39
E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual ma-taram, pendurando-o num madeiro.
40
A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e fez que se manifestasse,
41
não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dos mortos.
42
E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.
43
A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.
44
E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
45
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
46
Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.
47
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?
48
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então, rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

32
Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.
33
De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

(ARC)