Fort Lauderdale, Flórida, 05 de Dezembro de 2004 Ano XII  Lição Nº 49


 

O Conflito Israelense

Rev. Eronides DaSilva   Estados Unidos

Americano, pastor, conferencista, articulista e professor.

Por que os judeus voltaram à Palestina depois de 2.000 anos de diáspora?  No ano 70 de nossa era, o generalíssimo Tito, filho mais velho de Vaspaziano, com as mãos de ferro do cézares romano e dedos de argila dos seus senadores, destruiu o Templo e arrasaram a cidade de Jerusalém. A independência dos judeus chegou ao fim e, nas décadas que se seguiram, as maiorias dos judeus que viviam na Judéia foram exiladas para os quatro cantos da terra. Jesus mesmo profetizou sobre sua rejeição pelos judeus: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta.” (Mateus 23.38). A Eretz Israel ficou literalmente abandonada, e os palestinos oriundos da primeira diáspora para Síria e da segunda para a Babilônia, ocuparam a terra, a qual, tinhosamente a defendem como sua. Entretanto, apesar de toda esta frustração os judeus nunca perderam a esperança de voltar para casa. Este desejo foi ardentemente expresso em suas orações, em suas tradições e em sua literatura, principalmente na voz metálica dos profetas Daniel, Ezequiel e Zacarias. Hoje em dia, ao final do jantar anual de Páscoa, os judeus se cumprimentam sempre, com a evocação sionista: "no próximo ano em Jerusalém"; nos casamentos o noivo recita as dores do cativeiro do Salmo 137, : "Se eu esquecer de Ti, Jerusalém, que minha destra perca sua destreza"; nas orações diárias nas sinagogas voltadas à Jerusalém, evocam a volta a Sião. A ligação dos judeus com Eretz Israel – terra de Israel, não se manifesta apenas nas orações, mas no fato de que através da história, sempre tem havido uma presença judaica na terra santa. No final do século XIX, quando movimentos nacionalistas tomaram forma na Europa, e enquanto o anti-semitismo crescia naquele continente, um jornalista judeu austríaco de origem húngara, Theodor Herzl, começou a organizar o movimento nacional do povo judeu – o movimento sionista. O objetivo desse movimento foi traduzir numa solução política, na linguagem moderna de reconhecimento dos direitos dos homens e dos povos, o ideal de Retorno alimentado durante séculos pelos judeus, que se expressaria num Estado independente para o povo judeu. O único lugar adequado a este Estado só poderia ser o centro do sonho do retorno, Sião - Eretz Israel, a terra que emana leite e mel prometida inúmeras vezes no Cânon Divino. Theodor Herzl explodiu sua visão no seu livro "O Estado Judeu". Ele vislumbrou um país próspero no qual todos os habitantes, judeus e não-judeus, pudessem viver em paz. Esta visão e suas conseqüências constituem os eixos conceituais, ideológicos e operacionais do sionismo. Hoje, com dor no coração e lágrimas nos rostos, os judeus padecem uma das mais intensas dores de sua rejeição ao seu Messias. Como igreja, enxertados na Oliveira Verdadeira, devemos orar para que haja paz em Israel!

Milênio

Pedro Marques Pereira   Estados Unidos

Sul-Africano, professor e membro da Diretoria

O Milênio será um período de mil anos, onde Jesus estabelecera o seu Reino, aqui na Terra juntamente com o remanescente de Israel, a Igreja glorificada, e as nações que estiverem ao lado de Israel durante o período da Grande Tribulação. Será exatamente no momento em que a Grande Tribulação findar, que o Milênio – O Reino do Messias, terá o seu inicio (Ap 20.1-4). Os propósitos deste Reino Milenar serão de: Exaltar e engrandecer o nome de Cristo como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19.6,16); Cumprir a promessa feita a Israel de verdadeiramente possuir a terra que lhe pertence por herança, desde o rio do Egito até ao rio Eufrates (Gn 15.18); Galardoar a Igreja com o privilegio de reinar com Cristo durante esse período de mil anos (Ap 20.6; II Tm 2.12). Será um tempo de paz entre as nações (Mq 4.3), de recuperação biológica e ecológica da terra (Is 35.1,2), e de prosperidade física e espiritual com a efusão do Espírito Santo (Zc 12.9,10). Entretanto o diabo estará amarrado durante esses mil anos, pelo que não pode incitar ninguém ao pecado (Ap 20.2). Será solto no final por um pouco tempo, mas novamente preso e finalmente lançado no inferno do qual nunca mais sairá do seu tormento eterno (Ap 20.7,10). Nós estaremos em vitória a caminho da Nova Jerusalém Celestial (Hb 11.10), onde passaremos a nossa eternidade com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Jo 2.25; Jo 14.1-3; Ap 21.10-27).

O MILÊNIO — O REINO DO MESSIAS

Rev. Eronides DaSilva Estados Unidos

Brasileiro, pastor da Igreja Pentecostal Betânia

 

Texto Áureo da Lição

 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.
(Apocalipse 20.6)


Hino sugerido para abertura da Escola Dominical: UM AMIGO ENTRE OS LÍRIOS, número 344 da Harpa Cristã.

 
  1. O SIGNIFICADO DO MILÊNIO
  A terra prometida aos justos: Sl 23.6
  O governo teocrático do Messias: Zc 14.9
  A plenitude do Reino dos Céus: Ap 17.9
  2. oS HABITANTES DO MILÊNIO
  Os cristãos — glorificados: Jo 14.1-3; Ap 19.11-14
  Os israelitas — salvos: Sl 33.11; Ap 21.7
  Os gentios — recompensados: Mt 25.31-34; Ap 20.8
  3. A CONSISTÊNCIA DO MILÊNIO
  Tempo de paz universal: Is 11.9; Mq 4.3
  Tempo de prosperidade universal: Is 65.22; Ez 48.35
  Tempo de saúde universal: Is 35.1-6; Ez 47.9-12

 

Texto da Lição

Apocalipse 20.1-6


1 E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão.
2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil
anos.

(ARC)  


HOME | E-MAIL | TOP || IGREJA | SEPOANGOL| SEMINÁRIO