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Rev. Eronides DaSilva
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A guarda do Sábado é sem dúvida o ponto principal da controvérsia do Judaísmo e do
Adventismo do Sétimo Dia e outros correligionários do tradicionalismo mosáico. Eles aceitam o
Sábado como doutrina fundamental, e ensinam que os cristãos devem inrreversivelmente
observá-lo como dia de repouso semanal. Helen White, profetisa do grupo que formou o Adventismo do Sétimo Dia, ensinou que a
observância do Sábado é o selo de Deus, enquanto que o Domingo será o selo do Anticristo.
Evidentemente não temos qualquer preconceito contra o Adventismo pelo simples fato de seus
adeptos guardarem o Sábado, mas sim pelo fato de fazerem desse ensino um cavalo de batalha
contra as igrejas evangélicas, que tem o Domingo como dia de repouso semanal, e fazerem dele
ponto de sustentáculo à salvação do homem! Hora, todos nós sabemos, como na tese bíblica de
Martinho Lutero, que a salvação vem pela graça de Deus, mediante a fé do ser humano no
sacrifício vicário de Cristo Jesus, e não na guarda de sábados, domingos, dias quaisquer ou
indumentárias de obras mortas, como bem fraseou Paulo: "Mas agora, conhecendo a Deus, ou
antes sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos
quais de novo quereis servir (os
Sábados, o lavar de mãos, os dias de lua nova)?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (Gálatas 4:9,10).
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Esta doutrina tomou força quando a senhora White teve uma "revelação" na qual disse que Jesus descobriu a arca do concerto, e ela pôde ver dentro as tábuas da lei. Para sua surpresa, o quarto mandamento, o Sábado estava no centro, rodeado por uma auréola de luz. Obviamente debalde seria dizer que o Sábado não foi instituído por Deus. Sim, foi estabelecido para o período mosáico, preparando um povo para receber a Nova Aliança, da qual não foram merecedores por terem regeitado a Jesus. Disso ninguém pode discordar! Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11; 1 Crônicas 17:27, compare com Romanos 3:28 e Gálatas 3:2; 4:4,5.
É possível alguém cumprir a lei sem guardar o Sábado? Damos resposta a esta pergunta ao
entendermos no Novo Testamento, sobre a vida e o ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. O
Novo Testamento ratifica o que está escrito no Antigo Testamento, porque o homem jamais foi
capaz de cumprir a lei. A encarnação de Cristo é uma das mais evidentes provas da incapacidade
do homem em cumprir a lei divina na sua plenitude, por isso Jesus diz:
"Não penseis que vim
revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir" (Mateus 5:17,18,24).
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Cinqüenta vezes o dever de adorar só a Deus; 12 vezes a advertência contra a idolatria; 4 vezes a advertência para não tomar o nome do Senhor em vão; 6 vezes o dever do filho de honrar pai e mãe; 6 vezes a advertência contra o homicídio; 12 vezes a advertência contra o adultério; 4 vezes a advertência contra o falso testemunho; e 9 vezes a advertência contra a cobiça.
Entretanto, em nenhum lugar no Novo Testamento encontra-se o mandamento de se guardar o
Sábado. Não são poucas as passagens no Antigo Testamento que mostram a limitação divina diante do
legalismo frio e morto dos judeus, apresentado através de sacrifícios e sucessivas cerimônias
feitas com o propósito de satisfazer a letra da lei. Quanto mais tempo passava, mais supérfluo
ficava o homem que buscava a perfeição através da prática da lei - "Porquanto o que era
impossível à lei, visto que estava enferma pela carne... de maneira que a lei nos serviu de aio,
para nos conduzir a Cristo" (Romanos 8:3; Gálatas 3:24). Porém, Jesus Cristo veio como
enviado de Deus para cumprir a lei, o que fez, coroando-a com o ato de sua morte na cruz,
estabelecendo a fé como entrada para o novo e vivo caminho.
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O Seu nascimento foi prometido segundo a lei, Deuteronômio 18:15; nasceu debaixo da lei, Gálatas 4:4; foi circuncidado segundo a lei, Lucas 2:21; foi apresentado no Templo segundo a lei, Lucas 2:22; ofereceu sacrifício no Templo segundo a lei, Lucas 2:24; foi odiado segundo a lei, João 15:25; foi morto segundo a lei, João 19:7; viveu, morreu e ressuscitou segundo a lei, Lucas 24:44,46.
Leiamos João 5:16,18 sobre o Sábado, e o que Jesus acrescentou:
o Sábado foi estabelecido por
causa do homem, e não o homem por causa do Sábado, de sorte que o Filho do homem é Senhor
também do Sábado (Marcos 2:27,28). Observemos ainda estas duas verdades paralelas: assim
como para os judeus era inadmissível Jesus ser filho de Deus, e violar o Sábado; para o Adventismo e seus correligionários é impossível admitir que os Evangélicos sejam filhos de
Deus, por guardarem o Domingo meramente como repouso em substituição ao Sábado.
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Os poucos que conservam lutando a fio de espada pela guarda do Sábado, o fazem com boa intenção, porém, pela simplicidade do conhecimento exegético escriturístico. O príncipio da Hermêutica bíblica estabelece que as leis cerimoniais passaram, mas as morais permaneceram. Daí, o Senhor Jesus ter sido acusado pelos judeus por violar o Sábado, mas Ele acrescentou: "o Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado, de sorte que o Filho do homem é Senhor também do Sábado" (Marcos 2:27,28). Com estas palavras, Jesus defende o princípio moral do quarto mandamento do Decálogo, condenando abertamente o cerimonialismo, e revela sua autoridade divina sobre o Sábado, para cumpri-lo, aboli-lo ou mudá-lo.
O sentido moral é a necessidade de se descansar um dia por semana, valendo para este fim
qualquer deles. O apóstolo Paulo também escreve com muita propriedade: "Um faz diferença
entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua
própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor
come porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus"
(Romanos 14:5,6).
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Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Marcos 16:9). O primeiro dia da semana foi o dia especial das manifestações de Cristo ressuscitado. Cristo manifestou-se cinco vezes no primeiro Domingo, e outras vezes no Domingo seguinte Lucas 24:13,33,36; João 20:1319, 26. Os cristãos dos tempos apostólicos costumavam se reunir aos Domingos para celebrar a Santa Ceia do Senhor, pregar e separar suas ofertas para o Senhor. Atos 20:7; 1 Coríntios 16:1,2. Concluindo, optar pela guarda do Domingo como um dia sagrado, seria consignar um outro erro, trocando apenas de roupa, mas mantendo o mesmo conteúdo! O nosso dia de repouso é o Domingo, como poderia ser o Sábado ou a Quarta, mas nenhum deles deve ser tomado como sagrado, uma vez que todos os dias são abençoados pelo Criador que nos deu um que é superior aos dias, meses, anos e tradições humanas - JESUS!
O Sábado foi dado como lei cerimonial no pacto veterotestamentário, até que viesse o perfeito, a Nova Aliança, selada não com sangue de animal, nem evocada por uma cerimônia temporal, mas com o sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Daí, o Senhor Jesus ter sido acusado pelos judeus e por todos seguidores sectários atuais por violar o Sábado, mas Ele acrescentou: "o Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado, de sorte que o Filho do homem é Senhor também do Sábado" (Marcos 2:27,28).
Barnabé: "De maneira que nós observamos o oitavo dia, o dia em que Jesus ressuscitou dos mortos".
Justino Mártir: "Mas o dia em que todos teremos a nossa reunião, porque é o primeiro dia da semana, e Jesus Cristo, nosso Salvador, neste dia ressuscitou da morte".
Ignácio: "Todo aquele que ama a Cristo, celebra o dia do Senhor, consagrado á ressurreição de Cristo como o principal de todos os dias, não guardando jamais o Sábado, mas vivendo de acordo com o dia do Senhor, no qual, nossa vida se levantou outra vez por meio dele e de sua morte".
Dionísio de Corinto: "Hoje observamos o dia Santo do Senhor, em que lemos sua carta".
Vitorino: "No dia do Senhor lembramo-nos de tomar nosso pão com ações de graça, para que não se creia que observamos o Sábado como os judeus, o qual Cristo mesmo, o Senhor do Sábado, aboliu em Seu corpo"
Concluímos, considerando as palavras do apóstolo Paulo aos Colossenses mais do que
suficientes para a definição final e exegética: "Ninguém pois, vos julgue por causa de comida e
bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou Sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas
que haviam de vir, porém o corpo é de Cristo"(Colossenses 2:16-19)
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Verdades Bíblicas Fundamentais
Homem: Cremos na na criação do ser humano, iguais em méritos e
opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que
responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos
fisiológicos, naturais e morais, inerentes a sua própria pessoa; e que o
pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado
moralmente, morto espiritualmente e condenado a perdição eterna, Gn 1:27;
2:20,24; 3:6; Is 59:2; Rm 5:12; Ef 2:1-3.
Bíblia:
Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia
Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão,2
Tm 3:14-17; II Pe 1:21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória
de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na
obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3:23; At 3:19; Rm 10:9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e
terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova
terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os
infiéis, Mt 25:46;2 Pe 3:13; Ap 21:22; 19:20; Dn 12:2; Mc 9:43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e
perfeita, e na eterna justificação da alma, recebida gratutitamente, de Deus,
através de Jesus, At 10:43; Rm 10:13; Hb 7:25; 5:9; Jo 3:16.
Profissão de Fé: Para uma mais ampla informação sobre a
doutrina bíblica fundamental, acesse aqui a
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