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Rev. Eronides DaSilva
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A partir dos anos 70, surgiu um movimento considerado como neo-pentecostalismo. Este movimento se originou a partir de denominações históricas, tais como: a Igreja Presbiteriana Renovada, em 1975; as Igrejas Pentecostais Livres: Sinais e Prodígios, fundada em 1970, e Socorrista, em 1973; as Igrejas com pouca estrutura eclesiástica, como a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977; e os Pentecostais Carismáticos, Renovação Carismática, originária da Igreja Católica Romana, fundadas em 1967. Outras mais têm aderido ao movimento, entretanto, depois de aferir seus conteúdos doutrinários, têm abandonado sua prática e apoio.
Ultimamente, com essas doutrinas Neo-Pentecostais têm surgido muitas doutrinas paralelas, como a chamada Confissão Positiva (Evangelho da Saúde e da Prosperidade, Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração); pregada por avivalistas em acampamentos cristãos, em congressos, em escolas bíblicas de férias e na televisão; e por mentores católicos carismáticos no exercício do Toque do Tom, da Cura Diferencial e do Exorcismo. Todos estes, evangélicos ou não, sem nenhuma consulta à exegese bíblica ou alicerces e filtro teológico, ensinam sempre sob a orientação filosófica de seu pai, Essek William Kenyon e de seus principais porta-vozes, Kenneth Hagin, Marilyn Hickey, Kenneth Copeland, Robert Schüller, Benny Hinn, Jorge Tadeu, Joyce Meyers e Valnice Milhomens.
Espero que todos que leiam este pequeno opúsculo, tenham a certeza que estamos
procurando defender, com muita submissão, os valores do Evangelho e a imaculada
Igreja de Nosso Senhor Jesus, para a qual fomos chamados a cuidar. Muitos
obreiros e ministérios são envolvidos em assuntos aparentemente simples, como os
abaixo abordados, pensando estar fazendo o melhor para Deus, quando na verdade
estão sendo instrumentos para erosão perniciosa contra a vida espiritual da
Igreja! E ainda lembremo-nos, um sinal sempre será também sinal para incrédulos! Em toda
a história, homens e mulheres no decorrer de sua incansável procura por um toque religioso,
sempre buscaram um sinal e uma materialização do imaterial. Jesus rotulou essa multidão que
andava à vândalo de um lado para o outro, em busca de uma experiência, e algo novo e
diferente, de multidão má e incrédula -- "Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes
respondeu, e disse: uma geração má e adúltera pede um sinal" (Mt 12:38,39). Concluindo, o
homem vem a este mundo e passa por quatro diferentes fases: vida estética, vida ética, vida
religiosa e vida de fé; se lograr chegar na última será um crente vitorioso, um homem de fé!
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Os apologistas da confissão positiva fazem um "cavalo de batalha" sobre os termos gregos Logos (Logos) e rhema (rema) que significam palavra, dizendo que há uma distinção teológica entre eles no sentido de que Logos é a Palavra escrita, revelada de Deus, e que rhema é a palavra dita, expressa de Deus, que faz com que as coisas sejam realizadas. Desta forma, eles afirmam que podemos usar a palavra rhema para realizarmos no mundo espiritual e físico aquilo que desejamos, como se ela fosse uma varinha mágica.
Entretanto, na Palavra de Deus não há uma distinção fundamental teológica entre estes dois termos. Todo estudante da teologia sabe que os nomes sempre aparecem na Bíblia para designar uma função ou estado de um ser ou objeto. Por exemplo: o nome Jeová é o designativo da Divindade quando foi manifestada no tempo para a redenção de Israel; e El-Shadai para suprir a necessidade do povo a fim de que a promessa feita a Abraão fosse cumprida na sua plenitude (Êxodo 6:3). E quanto à ênfase dada por Jesus, "em meu nome expulsarão os demônios", nunca quis ele dizer que seria no poder do nome em si, mas na autoridade da pessoa que o nome se refere, Jesus Cristo! A ênfase de Pedro (apologia feita quanto à fórmula do batismo nas águas, na Teologia dos Três Batismos, da Paracletologia), no capítulo dois, e versículo 38 de Atos dos Apóstolos:"e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo", não contradiz o mandamento do Senhor, "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Na Bíblia Sagrada, nome é o símbolo de autoridade. A sentença grega epi to onomati Iesou Christou "em nome de Jesus Cristo", explicita que o batismo deve ser feito na autoridade do nome de Jesus. A preposição grega epi (epi) - em nome, de Atos 8:38; a en (en) - no nome, de Atos 10:48 e eis (eis) - pelo nome, implica autoridade proprietária e direta legada à uma pessoa! Portanto, acrescentar valores superbos aos nomes mais do que às pessoas que eles representam, seria fabricar uma doutrina panteísta!
Russel Shedd afirmou que Pedro não fez distinção sobre estes termos em sua primeira
carta, capítulo 1:23-25: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da
incorruptível, pela palavra (Logos) de Deus, viva que permanece para sempre. Porque toda a
carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu
a sua flor; Mas a palavra (rhema) do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra
(rhema) que entre vós foi evangelizada". Como podemos ver, na mente do apóstolo não havia distinção
entre estas palavras. Sendo assim fica desfeita a pretensão daqueles que querem forçar uma
interpretação e aplicação errônea destes termos.
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Doutrina da Prosperidade
Afirmam os pregadores da confissão positiva que a prosperidade financeira é uma prova de
fidelidade do crente à Deus. Dizem, por exemplo, que o ministério de Jesus era muito
rico, por isso é que tinha um tesoureiro. Dizem, ainda, que a pobreza é o ápice da maldição do
homem. É claro que devemos evitar quaisquer extremos: a Doutrina da
Prosperidade e a Doutrina da Miserabilidade. A prosperidade bíblica é
verdadeira, e para Deus, ser próspero significa ter todas as necessidades supridas (Salmos 1:3),
e não ser, especificamente, abastado. Jesus não era rico materialmente; vejamos o que ele disse
de si mesmo quando um escriba intentou lhe seguir: "...as raposas têm
covis,
e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça"
-- e esta não é uma metáfora, mas sim, uma linguagem cultural bíblica -- aqui raposa é raposa, e
ave é ave (Mateus 8:20). Quando Jesus quis se referir ao Governo Romano ele utilizou uma
linguagem política, quando disse: "Dai pois a César o que é de César..."
(Mateus 22:21)!
Doutra feita, Pedro chegou perto de Jesus e disse que lhe estavam cobrando os impostos. Jesus, então, mandou Pedro pescar um peixe e tirar uma moeda de sua boca para
pagar o tributo (Mateus 17:24-27). Vejam que Jesus não tinha em seu poder sequer uma moeda.
Não podemos, porém, no sentido de contra-atacar a doutrina da prosperidade,
pregar a comiseração — artéria veicular e histórica da indulgência católica
romana, induzindo que o Senhor se apraz em que sejamos pobres, necessitados e
dependentes. Afirmando, ainda, que ele veio unicamente para os pobres: os cegos vêm, os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o Evangelho
(Mateus 11:5).
Paulo disse: "sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza enriquecêsseis"(2 Coríntios 8:9)."O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus"(Filipenses 4:19).
disseram: "E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou.” (Atos 3:6)
Pedro e João
Davi disse: "Fui moço, e agora sou velho mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão"(Salmos 37:25).
Jesus disse: "Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:31-33).
Onde houver necessidade Deus pode mudar dias, transplantar
órgãos e fazer da água vinho! Ele
é soberano. Porém, lembremo-nos, sempre onde houver necessidade, porque Deus não espolia
os seus bens. Somente o ladrão é que veio para roubar, matar e destruir, oferecer e pôr no lixo
aquilo que a ele não pertence, aquilo que foi usurpado: "e disse-lhe: tudo isto eu te
darei, se
prostrado me adorares" (Mt 4:9). Note bem este fato meu caro irmão: se algum abastado
recebeu um dente de ouro, o qual livremente poderia obtê-lo num dentista, sem dúvida
alguma, não foi Deus, foi o Usurpador! Esse dente logo vai apagar seu brilho; aquela
prosperidade logo vai sair pela próxima abertura do saco furado do explorador de bens dos
incautos; aquela sensação de levitação pela queda do poder logo vai transformar-se numa
contínua dependência psíquica-espiritual e, se não liberto dela, imediatamente numa opressão diabólica; aquela
paralisia vai voltar acompanhada de um agudo glaucoma! A velha serpente não tem nem para
si, muito menos para os servos de Deus! Em nome de Jesus, acordemos enquanto é dia; vejamos
as coisas com uma óptica genuinamente do Espírito!
Como já disse, os dois extremos devem ser rejeitados. A verdadeira doutrina da
prosperidade é a bíblica que, em síntese, diz que temos todas as nossas necessidades supridas: o meu Deus, segundo as suas
riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. (Colossenses 4:19)
-- José de Arimatéia, um abastado político, pôde sentar no mesmo banco de primeira fila da
congregação de Betânia, com Pedro, um rude e pobre pescador!
Quebra de Maldições
Os pregadores da Confissão Positiva afirmam que um indivíduo que tenha problemas com
adultério, álcool, pornografia, câncer e AIDS, os tem porque ele herdou de algum antepassado
que teve problemas nestas áreas. Sendo assim, o antepassado passou aquela maldição, como que
por genes espirituais para seus descendentes. Por isso, continuam eles, o descendente deve
pedir ajuda ao Espírito Santo para lhe revelar em quem a maldição teve início, para pedir perdão
pelo antepassado, e a maldição ser quebrada. Imagine só! Estão ou não estão, os avivalistas de
colarinho clerical evangélico, à guisa de uma barata mercantilização, trazendo para o seio do
cristianismo imáculo a prática hedionda do Budismo, do Xintoísmo, do Hinduísmo e do
Espiritismo? Ou o espírito da diabólica doutrina do batismo pelos mortos, cerne da profissão de
fé dos mórmons, não está sendo praticada nas reuniões carismáticas; e a evocação de espíritos
estranhos nas de desmaio, de gritarias estéricas, de arrebatamentos, de levitação de muitos
avivalistas?
Estamos embebendo o
cristianismo num sincretismo religioso letal. As atitudes, as relíquias e as
substâncias têm assumido um papel tão importante à fé cristã atual, que os
cristãos quase não podem mais viver sem eles. Convivemos com amuletos e
superstições infindáveis, braço direito da Maldição Hereditária! E,
amuleto,
é uma
figura, medalha ou qualquer objeto portátil, qualquer coisa a que
supersticiosamente se atribui,
direta ou indiretamente,
virtude sobrenatural para livrar seu portador de males materiais e espirituais,
e para propiciar benefícios nessas áreas. Ao aceitarmos o senhorio de Jesus,
recebemos o Espírito Santo (1Co 6.19 Ef 1.13); nossos pecados são perdoados
(Atos 10.43; Rm 4.6-8); somos recebidos como filhos de Deus (Jo 1.12); se somos
filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8.17);
passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3.14); somos novas
criaturas (2 Co 5.17); o diabo se afasta e não nos toca (Tg 4.7; 1 Jo 5.18); não
estamos mais sujeitos às maldições (Jo 8.32,36); podemos usar o nome de Jesus
para curar enfermos e expulsar demônios (Mc 16.17-18); a salvação nos leva a um
relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mt 6.9;
Jo 14.18-23); estamos livres da ira vindoura (Rm 5.91 Ts 1.10).
Em razão disso, somente o retorno voluntário ao pecado poderá alterar a nossa
situação diante de Deus. O uso de qualquer objeto, seja no corpo, seja em nossa
casa, não melhora em nada a nossa condição de filho, de herdeiro, de abençoado,
de isento das investidas do diabo. Objetos não expulsam demônios, não quebram
maldições, não substituem o poderoso nome de Jesus. O uso de amuletos evidencia
não uma atitude de fé, mas de
muita
falta de fé.
Deus não opera por esse meio, sejam cordões, pulseiras, pirâmides, cristais,
velas, lenços,
fotografias
ou qualquer outro produto.
O texto bíblico mais utilizado pelos propagadores desta doutrina é o de Êxodo 20:4-6, onde
Moisés escreveu sobre o mandamento que condena a prática da idolatria. Entretanto, numa
simples análise hermenêutica, este texto fala de idolatria e não de adultério, câncer, AIDS, ou
qualquer outra enfermidade, tão pouco oferece alguma base para a doutrina de transmissão
hereditária de maldições. Se tivéssemos de aceitar o fenômeno transmigratório espírita, seria
muito mais razoável endossar a transmissão e duplicação de caráter pela sócio-biogenética tão
debatidos pelos humanistas seculares! Entretanto, e por outro lado, sabemos pela lei da semeadura estabelecida
por Deus, que sempre quando quebramos os mandamentos do Senhor, somos amaldiçoados pelo
pecado, mas sempre quando somos obedientes à Ele, somos agraciadamente livres de qualquer
maldição!
Estas verdades já foram preconizadas no Velho Testamento pelo Profeta Ezequiel quando
afirmou: "...Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram... nunca mais
direis este provérbio... Eis que todas as almas são minhas... a alma que pecar, essa morrerá"
(Ez 18:2-4); "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus"(Rm 14:12).
"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo."
(Efésios 4.14-15) O G-12 é um movimento de perfil neo-pentecostal que vem confundindo lideranças e membros de igrejas evangélicas, ao pregar e arrebanhar pessoas através de práticas esotéricas e para-psicológicas, tais como: cura interior, liberação de perdão divino, regressão psicológica, meditação transcendental e transmigração hereditária. O fundador do movimento foi César Castellanos Domínguez, pastor-fundador da Missão Carismática Internacional, cuja sede principal fica em Bogotá na Colômbia, e que segundo informações, possui 170 mil membros. A definição do termo G-12, vem das próprias palavras de Castellanos: “o princípio dos doze é um revolucionário modelo de liderança que consiste em que a cabeça de um ministério seleciona doze pessoas para reproduzir seu caráter e autoridade neles para desenvolver a visão da igreja, facilitando assim a multiplicação; essas doze pessoas selecionam a outras doze, e estas a outras doze, para fazer com elas o mesmo que o líder fez em suas vidas.”O encontro que originalmente era uma Classe de Catecúmenos Intensiva, tornou-se, mais tarde, simplesmente numa estratégia de Castellanos para integrar novos convertidos à sua Missão, e, atualmente, uma ponte para a conquista migratória de adeptos para o seu movimento. Assim, o G-12 não é a alternativa final de Deus para a igreja, não é o mover do Espírito Santo nesses dias e nem os encontros um mero método originalmente bíblico discipulador. Com certeza, não! A síndrome presente nesse e em outros movimentos semelhantes é o desejo da construção de impérios pessoais ao invés de edificação do Reino de Deus. É a idolatria dos números; é a autolatria dos seus mentores; é a presunção egoísta incorporada em vez da paixão manifestada dos adeptos aos encontros! Jamais poderemos aceitar o princípio de que os fins justificam os meios, ou que o crescimento numérico, à revelia, e o alcance de todos os povos com o Evangelho da Graça, são prerrogativas para a Vinda de Cristo! Deus é soberano, e a Segunda Vinda de Cristo está sob seu eterno propósito!
Obviamente, olhando de relance e por uma óptica cosmológica, nada há de errado, pois este princípio já foi contemplado em 2 Tm 2:2 — "E o que de min, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros." O G-12 é apenas mais um modelo de discipulado, um programa de células a mais baseado no sucesso eclesial de Paul (David) Yonggi Cho, uma outra mania eclesiástica do século presente! Entretanto, o aspecto fundamental é o encontro em si, e a rutura da unidade da igreja. Aos encontros tem sido atribuído, por seus defensores, um caráter normativo, como se somente lá pudesse alguém se encontrar com Deus e ter a vida transformada. Em verdade a idéia mesmo é de um amadurecimento instantâneo, através do qual ocorrem a santificação, mudança e vocação instantânea do prosélito. Castellanos afirma: "O encontro é uma vivência genuína com Jesus Cristo, com a pessoa do Espírito Santo e com as Sagradas Escrituras, nos quais, mediante conferências, palestras, vídeos e práticas de introspecção se leva o novo convertido ao arrependimento, libertação de amarras e sanidade interior.
O propósito é fornecer orientação clara à luz das Sagradas Escrituras ao recém convertido acerca de seu passado, presente e futuro com Jesus Cristo, mediante ministrações a nível pessoal e em grupo, operando-se mudanças tão importantes durante os três dias, que assistir ao encontro, equivale a um ano de crescimento espiritual. Desta maneira, o novo é preparado para desenvolver uma relação íntima com o Senhor, facilitando-lhe a aprendizagem da oração, leitura da Palavra e o conhecimento da visão..." Essa afirmação revela que Castellanos e seus adéptos confundem o encontro com Cristo, na experiência da conversão, libertação, propiciação e imputação, com os retiros espirituais promovidos por eles. Como se vê, mais uma camuflagem para a substituição da obra vicária de Cristo na vida do crente. As técnicas
adotadas são nazistas, na pratica da lavagem cerebral — repetição, confissão e afirmação escrita, aliados à similitude da transferência de espíritos de praxe nos tradicionais encontro de casais católicos romanos!O movimento Gê-Doze contém erros teológicos aberrantes, tais como: que você deva examinar a sua vida para descobrir quais as orações que Deus deixou de responder. Então você tem que perdoar a Deus pelas vezes que falhou com as Suas promessas, senão Deus não pode perdoar você. Os conceitos teológicos postulados pelo G-12, tais como suas crenças quanto à revelação, o homem diante de Deus, pecado, igreja, santidade e a doutrina do Espírito Santo, não condizem com o ensinamento bíblico genuinamente pentecostal e reformado. As práticas evangelísticas que visam o mega crescimento da igreja, pautam por critérios mercadológicos antes que por critérios amorosamente bíblicos. A prática da "regressão mental" tem como objetivo de verificar a herança de maldições híbridas passadas, utilizada como uma arma letal para destruir a plena confiança do homem em Deus e no seu perdão, assim como, legando-o uma vida espiritualmente dependente e uma alma ferida, que só por um milagre e intervenção divina, poderá ser curada! Que o sangue de Cristo nos cubra a todos destes e outros semelhantes engenhos humanos, que depois tornam-se, inevitavelmente, em empresa à serviço do Reino das Trevas! Concluindo, assim vejo o movimento G-12:
Ele
erra, porque pretende ser a
revelação de Deus única e exclusiva.
Ele
erra,
porque confunde números simbólicos com
numerologia,
ao exigir o uso do número 3 ou 12 como se fossem números
sobrenaturais, aproximando suas
fronteiras
litúrgicas com
o esoterismo.
Ele
erra,
porque tem base em pretensas revelações e sonhos de um homem, cujas revelações
não encontram respaldo bíblico, mas que pretendem ser
aceitas como novas revelações.
Ele
erra, porque,
fundamentado em
inovações,
cria doutrinas anti-Bíblicas,
como a de exigir dos
adeptos
dos encontros
que liberem
o
perdão a Deus
e reciclem seus pecados anteriores.
Ele
erra, porque com sua
confusão entre retiro para novos crentes e crentes antigos, anula a cruz e a
obra vicária de Cristo, exigindo dos
participantes dos encontros que
confessem seus
pecados anteriores.
Ele
erra, porque confunde os
seus retiros com o encontro pessoal com Cristo na conversão,
em cujo momento tornam-se oráculos do Espírito Santo.
Ele
erra, porque pretende que o
encontro produza santificação absoluta
(hagios)
e instantânea
(hagiasmos) a todo custo.
Ele
erra,
porque tenta pela manipulação psicológica
massiva
produzir a obra do Espírito, quando em
realidade, o batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da regeneração,
não salvífica, e privilégio para todos os nascidos de novo.
Ele
erra, porque confunde
construção de um império pessoal com a construção do Reino de Deus.
Finalmente,
ele erra porque não crê na
inerrância bíblica!
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Teologicamente
é comprovado que somente Deus pode revelar a si mesmo! Destarte, o homem sempre foi o
centro de toda atenção e história bíblica, posto que as doutrinas cardinais do pecado, salvação,
vida futura e julgamento o tem como ponto focal!
Temos a natureza divina, então somos deuses! Claro que temos natureza divina , mas não somos pequenos
deuses! E o que dizer de João 10:34? Foi uma simples defesa de Jesus à irracionalidade dos Judeus, evocando uma afirmação poética e lírica de Asafe, no livro dos Salmos - eu disse: vós sois deuses, e vós outros sois filhos do Altíssimo. Eles ainda usam textos como o de 2 Pedro 1:4 para
firmarem esta heresia. Entretanto, esta passagem fala acerca da natureza moral de Deus. Isto é,
diferente e diametralmente oposta aos ensinos do Hinduísmo, que afirma ser toda criatura um
sublimado divino. Muito pelo contrário, quando o homem é regenerado, a imagem da Divindade
é restituída à sua pessoa -- "e criou Deus o homem à sua imagem" --
"vos vestistes do novo,
que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou"(Cl 3:10).
Ele passa a ser participante dos Atributos Morais (natureza comunicável de Deus), tais como:
amor, justiça, verdade, sabedoria e santidade; e não participantes dos Atributos Naturais ou
ativos de Deus (natureza incomunicável), tais como: eternidade, imutabilidade, onipresença,
onisciência e onipotência. É irracional, anti-ético e anti-bíblico o ensino de sermos deuses, pois
só há um Deus (Dt 6:4; 1 Tm 2:5)!
Morte Espiritual de Cristo
Entre outras, dizem os agnósticos da Confissão Positiva que Jesus morreu duas vezes: física e
espiritualmente. Agnósticos, porque esta escola ensina pontos contrários à Teologia Teísta:
A dicotomia do homem: ele tem espírito e corpo. O espírito é divino e bom; o corpo
é terreno e mal. Sendo assim, a salvação é o produto da pessoa adquirir o
'conhecimento' (gnoses) de sua natureza espiritual."
Jesus não encarnou: Ele foi um homem que adquiriu um conhecimento espiritual
supremo, e assim pôde oferecer salvação para outros, através de seu conhecimento, e não pelo
seu sacrifício."
Deus não pode atuar diretamente sobre o mundo material: pois o universo é mal; ele
necessita de um mediador, inferior à deidade suprema, que possa comunicar entre Deus e o
universo material."
Os adeptos da Confissão Positiva afirmam que somente pela morte espiritual de Jesus
é que Ele pôde fazer a remissão dos nossos pecados. Mas o que dizer das próprias palavras de
Jesus: "Pai na tua mão entrego o meu espírito" (Lucas 23:46)? Este ensino vai
contra toda a Cristalologia bíblica, que diz: "Tendo, pois irmãos, ousadia para entrar no
santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto
é pela sua carne"
(Hebreus 10:19,20). O que dizer então de Efésios 2:13; 1 Pedro 4:1;
1 João 1:7; Apocalipse 1:5?
A Unidade de Teologia, no Capítulo
da Soteriologia, do Seminário Sepoangol World Ministries nos prenda com a seguinte afirmação: "Nosso Senhor Jesus Cristo, pela sua
morte vicária, adquiriu para o homem a sua plena salvação. Ser salvo, obviamente, implica da
posição volitiva do recipiente em receber o 'salva-vidas a ele arremessado'. Deus conta com
duas atitudes fundamentais e pessoais na aceitação da salvação por parte do homem:
arrependimento e
conversão". Arrependimento, porque pecamos contra Deus; conversão,
porque não anelamos mais viver uma vida alienada do nosso Criador!
Palavra Sobre a Fé
Existem três aspectos da fé: para salvação (Efésios 2:8);
para vida diária (Gálatas 5:22); e para operação
ministerial (2 Coríntios 12:9). A fé é ministrada ao coração do homem que permite a Palavra de
Deus penetrar no seu interior (Romanos 10:17). Portanto, a fé não é um sentimento, não é natural, nem uma
energia diferencial ou um platonismo. Ela é espiritual e substancial, fecundada no coração do
homem por meio da Palavra (Logos) de Deus (Mateus 13:3-9). Sim, diferencial, entretanto, é a crença, ou o que a teologia chama de Sede Universal (Sl 42:1), elemento que, junto com os atributos morais do homem, o faz diferente de todos os animais, direcionando-o sempre a um ser superior! Portanto, a fé é
substancial: porque tem tamanho (Mateus 8:10); porque tem volume (Lucas 17:5);
porque tem tenacidade
(Ef 6:16); porque tem virtude (Judas 3);
porque tem valor (1 Pedro 1:7).
A fé, ao contrário da suposta confissão positiva, é a sólida prova das coisas existentes e
colocadas por Deus à disposição individual de cada crente. A fé é a ponte que nos leva ao
alcance das coisas geograficamente longe e atuais; e a espera das coisas existentes no futuro
(Hebreus 11:1). Portanto, não é a fé que produz o objeto, ou na linguagem carismática, a
bênção; é o Deus da fé que o produz e o sustém (Lc 5:5)! Abraão foi um homem de fé porque
creu no prometido que já existia; Isaque questionou acerca de um cordeiro que já estava
amarrado no Monte Moriá; Noé foi salvo numa arca com sua família, a qual apontava para uma
salvação já providenciada por Deus na sua onisciência e onipotência (Hebreus 11:1-36). Notemos
o profundo pragmatismo da fé: Pedro tinha lançado a rede no lado errado, porém, Jesus o
observou, pedindo que a lançasse no outro lado — "Sobre a tua
Palavra" não existe fé fora da Palavra de Deus! Obviamente, lá já estavam os peixes que o Deus da fé tinha
providenciado (Lucas 5:5)!
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Verdades
Bíblicas
Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas
distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6:24; Mt 28:19; Mc 12:29.
Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua
morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos,
e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7:14; Lc 1:26-31; 24:4-7; At 1:9.
Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da
Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo
vindouro. Cremos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus,
com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons
espirituais, Jl 2:28; At 2:4; 1:8; Mt 3:11; 1Co 12:1-12.
Homem: Cremos na criação do ser humano, iguais em méritos e
opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que
responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos
fisiológicos, naturais e morais, inerentes à sua própria pessoa; e que o
pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado
moralmente, morto espiritualmente e condenado à perdição eterna, Gn 1:27;
2:20,24; 3:6; Is 59:2; Rm 5:12; Ef 2:1-3.
Bíblia:
Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia
Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, 2Tm 3:14-17;
2Pe 1:21.
Pecado: Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória
de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na
obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3:23; At 3:19; Rm 10:9.
Céu e Inferno: Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e
terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova
terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os
infiéis, Mt 25:46; 2Pe 3:13; Ap 21:22; 19:20; Dn 12:2; Mc 9:43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e
perfeita, e na eterna justificação da alma, recebida gratuitamente, de Deus,
através de Jesus, At 10:43; Rm 10:13; Hb 7:25; 5:9; Jo 3:16.
Profissão de Fé: Para uma mais ampla informação sobre a
doutrina bíblica fundamental, acesse aqui a
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